No fim-de-semana vi uma reportagem sobre as Papelarias Emílio Braga e fiquei feliz. É reconfortante saber que o trabalho minucioso, efectuado ao longo dos anos por mãos sábias e conhecedoras, continua a ser efectuado e, felizmente, é reconhecido. Os cadernos ainda hoje são produzidos segundo um processo antigo, chamado “encadernação à galocha”, introduzido em 1918 por Emílio Braga. Hoje o negócio está nas mãos dos seus descendentes e foi com agrado que soube que não têm mãos a medir para as encomendas (muito do material produzido é exportado). Com cadernos tão bonitos, e portugueses, qual o motivo do fascínio pelos afamados livros de capa preta Moleskine? Valorizamos, quase sempre, aquilo que não é nosso, quando temos bens tão raros e prenhes de história.
Posso sair de casa apenas por dois minutos, mas ele recebe-me com uma alegria enorme. Acordo a meio da noite e ele fica feliz por me ver. Passeio-o centenas de vezes pelos mesmos locais, mas ele explora-os como se os visse primeira vez. É um pateta feliz sem receio de o mostrar. Sempre. Abana a cauda, dá pulos e lambidelas, puxa a trela para ir mais além. E é assim que também eu quero viver.
A propósito, a frase que hoje será repetida até à exaustão, mas que teimamos em não praticar: “Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer”, António Feio.
Porque é altura de férias, recordamos esta imagem de uma campanha de 2008 da WWF (“Don’t buy exotic animal souvenirs”).
Nem tudo o que parece é – e convém olhar duas vezes antes de comprar um objecto exótico só porque fica bem na sala de estar… Turismo responsável é isso mesmo: minimizar o impacto da estadia – sobretudo em ambientes frágeis – e da partida. Não compre por impulso – analise e reflicta. Para bem de todos.
Foi uma das minhas leituras de férias e não só enriqueceu – em muito – o meu conhecimento do mundo asiático, como proporcionou múltiplas viagens por entre a viagem que realmente fazia e as muitas que sonho fazer. Confrontado com a premonição de um adivinho, o jornalista Tiziano Terzani deixa de viajar de avião durante o ano de 1993. Correspondente da revista alemã Der Spiegel, embarca em travessias únicas pelo Extremo Oriente, descobrindo paragens perdidas no tempo e outras corrompidas pelo pseudo desenvolvimento, e por si mesmo, num processo raro de auto-descoberta como só uma aventura assim permite. Um relato vibrante do mundo em que vivemos, publicado pela Tinta da China numa encadernação original que fortalece o prazer de ter um bom livro nas mãos (colecção de literatura de viagens dirigida por Carlos Vaz Marques).
A única fábrica de lápis da Península Ibérica, a portuguesa Viarco, vai disponibilizar no próximo ano lectivo uma gama de produtos acessível a daltónicos, utilizando o código universal ColorAdd, em que as cores são representadas em formas gráficas. “Poder reduzir a um símbolo uma cor é uma ideia fantástica e nós sabemos que, efectivamente, há um grupo de crianças para quem este código pode fazer toda a diferença”, afirmou à Lusa o diretor da Viarco, José Vieira. ler mais »
A fórmula é matemática: Pequenas Mudanças x Muitas Pessoas = Grandes Mudanças. Simples e certeira.
O movimento global We are what we do defende que não são só os políticos, as instituições e as grandes empresas que podem mudar o mundo – as pessoas comuns também o podem fazer. Porque pequenos gestos contribuem para grandes mudanças. No site do movimento existem 131 acções e todos são convidados a participar. Faça parte desta fórmula!
“Passageiros do voo 0000 com destino à terra do Pai Natal…” Foi assim que se fez anunciar, no dia 23 de Dezembro, às 6h45, a acção de flash mob que decorreu no Aeroporto da Portela. Mal se ouviu a voz de Mariah Carey a entoar o tema “All I Want for Christmas” os bailarinos deram os primeiros passos. Com fardas de hospedeiras da TAP, casacos da ANA ou roupas informais, os dançarinos apareceram de forma inesperada – alguns saltaram dos balcões de check-in -, surpreendendo os passageiros. Uma improvisação organizada, nas palavras do porta-voz da TAP, empresa que, em conjunto com a ANA, desenvolveu a iniciativa. O resultado agradou aos passageiros e despertou a curiosidade de muitos, que não resistiram a ver o vídeo colocado no Youtube. É bom saber que há ideias assim, com o poder de nos inspirar!
Para a próxima edição da GINGKO, que estará nas bancas na próxima semana, escolhemos a seguinte reportagem de capa: “Dinheiro não é tudo”. Este foi o mote para se falar do conceito de “simplicidade voluntária”: pessoas que optaram por uma vida materialmente mais comedida, marcada pela convivência com a família, os amigos e a comunidade. Noções como poupança, solidariedade, trabalho pró-bono ou tempo de qualidade fazem parte do seu léxico.
Aprendi muito a escrever esta reportagem, entrevistei pessoas excepcionais e tropecei em iniciativas realmente diferenciadoras. Como a Conversation Café, criada pela escritora americana Vicki Robin. O que são estas conversas de café? Uma forma de reunir pessoas para trocar idéias e experiências sobre uma vida mais simples.
Foi na passada sexta-feira que fui convidada a participar no programa da Fernanda Freitas, na RTP2, Sociedade Civil. O desafio era escolher uma notícia da semana e falar livremente sobre ela. Escolhi a notícia sobre as praias do Algarve vazias no mês de Julho – o pior ano dos últimos 30. Mas escolhi esta notícia apenas como pretexto para falar da necessidade de criar uma nova forma de viver, uma nova relação com o dinheiro e os bens de consumo – precisamente o tema da reportagem de capa da próxima edição da GINGKO, que estará nas bancas já no início de Agosto. ler mais »
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