Missão para hoje, 5 de Agosto: não dizer uma única mentira. Diariamente o projecto Carpe Diem Daily lança um desafio que o ajudará a conhecer-se melhor e ao mundo que o rodeia, ao mesmo tempo que desperta a criatividade e a memória. As missões vêm de todo o mundo, incluindo da fantástica The School of Life, em Londres. Participe!
Posso sair de casa apenas por dois minutos, mas ele recebe-me com uma alegria enorme. Acordo a meio da noite e ele fica feliz por me ver. Passeio-o centenas de vezes pelos mesmos locais, mas ele explora-os como se os visse primeira vez. É um pateta feliz sem receio de o mostrar. Sempre. Abana a cauda, dá pulos e lambidelas, puxa a trela para ir mais além. E é assim que também eu quero viver.
A propósito, a frase que hoje será repetida até à exaustão, mas que teimamos em não praticar: “Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer”, António Feio.
Teresa
Apanharam o comboio na estação do Oriente, em Lisboa. Sentaram-se frente a frente, de telemóvel em riste. E começou aquilo que percebi ser, minutos depois, um namoro via SMS. Ora tocava o telemóvel dela, ora tocava o telemóvel dele. Mais tarde, com o entra e sai de passageiros, este jovem casal conseguiu dois lugares lado a lado. Mas nada substituiu o namoro em caracteres de telemóvel. Meia-hora depois puseram os telemóveis de lado, deram a mão e adormeceram. Onde fica a sedução da palavra dita, o olhar enternecido perante o outro, o sorriso cúmplice, o mimo? Não sei. Acho que preferem teklar.
Teresa
A fórmula é matemática: Pequenas Mudanças x Muitas Pessoas = Grandes Mudanças. Simples e certeira.
O movimento global We are what we do defende que não são só os políticos, as instituições e as grandes empresas que podem mudar o mundo – as pessoas comuns também o podem fazer. Porque pequenos gestos contribuem para grandes mudanças. No site do movimento existem 131 acções e todos são convidados a participar. Faça parte desta fórmula!
Começou no passado dia 8 a primeira fase do Campeonato Nacional de Futebol de Rua da Cais, associação de solidariedade social. Aveiro acolheu o pontapé de saída desta iniciativa de intervenção social contra a exclusão e a pobreza através do futebol inclusivo. As equipas são constituídas por homens e mulheres a partir dos 16 anos em situação de sem-abrigo, integrados em projectos sociais ou acompanhados por instituições de âmbito social. ler mais »
Sempre tive animais de estimação e nunca tive dúvidas de que eram bons amigos e me ajudavam a crescer. Agora, mais um estudo comprova que fazem bem à saúde: os animais de estimação aliviam o stresse e contribuem para diminuir a pressão arterial e os níveis de colesterol. A conclusão é do Instituto de Pesquisa Médica Baker, na Austrália, que investigou esta questão durante três anos. Os animais despertam sorrisos nos donos, o que aumenta os níveis de serotonina, responsável pela sensação de bem-estar. Amigos a valer.
Teresa
Mar5

Antigamente o papel dos pais era muito ingrato. Começava na gravidez. Expulso da sala de parto, exilado para corredores longínquos dos hospitais, o pai tentava em vão disfarçar a impaciência fumando cigarro atrás de cigarro. O remorso invadia-o. Apurava o ouvido de cada vez que a “balada dos condenados” o fazia aproximar-se da porta, “atrás da qual se passa qualquer coisa”. Hoje o homem participa no nascimento dos seus filhos. Ouve da mesma maneira o primeiro grito do recém-nascido. O nascimento, aos seus olhos, deixa de ser um acto animal para ser o que na realidade é: um acto sublime. Tal como sublimes são os actos seguintes, a educação do quotidiano, os bons e os maus momentos.
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Neste último dia do Green Festival, que terminou hoje (ao fim de 7 dias!) no Centro de Congressos do Estoril, não posso deixar de dizer que foi um orgulho para a GINGKO participar neste evento como co-organizadora. Depois de um evento como este, é impossível não mudar ou evoluir.
Mas há coisas que não mudaremos. Continuaremos a ser uma revista que incentiva as pessoas a olharem para dentro – não apenas para fora. Não é fácil encontrar a felicidade em nós próprios. É impossível encontrá-la noutro sítio.
Somos, e não deixaremos de ser, uma revista obcecada por casos reais, pessoas reais, fotos reais. Vamos sempre atrás das melhores histórias e recusamos o jornalismo de rabinho sentado na cadeira. Se queremos entender como caça um leão, não vamos ao jardim zoológico. Vamos à selva. Pegamos num par de sapatos confortáveis, num bloco de notas e num gravador, e saímos da redacção. Boas histórias não vêm até nós – e não moram no fim do corredor do escritório.
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Os automóveis apitam, congestionados, sôfregos pelo regresso a casa. As crianças voltaram à escola, sinal de que o novo ano começou. Estamos na altura de todos os reinícios. É realmente em Setembro, depois das férias, que prometemos resolver o que está “pendurado” nas nossas vidas. Porém, uns dias depois de regressarmos ao trabalho voltamos a pendurar a vida num cabide e seguimos o mesmo caminho habitual. Setembro é sempre a nova esperança de mudar aquilo que prometemos em Janeiro, mas não mudámos: cumprir aquela dieta que nem chegámos a começar, dar finalmente uso à inscrição no ginásio, arranjar mais tempo para os filhos – leia, a propósito o nosso dossier sobre o regresso às aulas, na próxima edição da GINGKO que na próxima segunda-feira estará nas bancas–, ou, simplesmente, ficar deitado na relva do jardim a assistir ao céu. Pensamos nisso um milhão de vezes no nosso teatro mental.
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