O dia começou cedo, mas valeu a pena. Fui até ao Centro Cultural de Cascais, assistir ao Congresso do Empreendedorismo Social. E levei uma vacina de optimismo. A convite do Instituto do Empreendedorismo Social,dez pessoas absolutamente fantásticas apresentaram os projectos aos que se dedicam e que todos os dias, apesar das contrariedades, tentam levar a bom porto. Elas não precisam de injecções ou suplementos vitamínicos contra o pessimismo reinante – estão imunes! Acreditam num mundo melhor para todos e não se limitam a olhá-lo de fora. Com garra arregaçaram as mangas e partiram para a acção. “Somos aranhinhas laboriosas que estamos a tentar recuperar a teia social”, afirmou Wagner Diniz, da Orquestras Geração (a quem pedi emprestado o título deste post).
As jornalistas Ana Rita Ramos, directora da GINGKO, e Ana Teresa Silva, directora da IM Magazine, moderaram a apresentação dos dez projectos inspiradores. A saber: Escolinha de Rugby (Maria Gaivão), CRID Cascais (Maria Lurdes Rocha Vieira), Vitaminos (Ana Quintas), Reutilização (Natércia Martins), 4 Leituras (Rosa Neto), Orquestras Geração (Wagner Diniz), Kakuma (Guilherme Collares Pereira), Novos Povoadores (Frederico Lucas), Grupo Teatro do Oprimido Lx (Gisella Mendonza) e HUB Porto (Luís Miguel Seabra de Freitas).
Eis a equipa da GINGKO* com o humorista Bruno Nogueira, depois da surra de humor de que foi alvo… Talvez a função primordial do humor seja solucionar, com irreverência, as perguntas não respondidas pela ciência, pela filosofia e pelas religiões. No centro de todas as questões, há a mesma interrogação: afinal, o que fazemos aqui? Saiba tudo na NOVA edição da GINGKO, amanhã nas bancas.
Ana
* Tânia Marques, Ana Rita Ramos, Tiago Pereira e Paulo Castanheira (da esquerda para a direita)
Na GINGKO acreditamos que há uma certa graça no desencaixe, no que escapa dos padrões. É isso que tentámos fazer na última reportagem de capa, amanhã nas bancas. E porque não tem graça nenhuma explicar uma piada, deixamos apenas o aperitivo. Esperamos não ter sucumbido a qualquer cliché. E, se não ficar com a barriga dorida de tanto rir, se der pelo menos um sorrisinho envergonhado já terá valido a pena!
Ana
Hoje comemora-se o dia mundial da terceira idade e apetece-me relembrar uma reportagem que fizemos na GINGKO há praticamente um ano, com o título “Seniores, Saudáveis, Produtivos”.
Hoje fala-se da reinvenção da velhice. A longevidade galgou inúmeros limites no último século. Vale dizer que, subtraídos alguns males herdados geneticamente, que poderiam encurtar planos de uma vida longa, a ciência e a difusão das suas descobertas na construção da longevidade saudável estão a fazer milagres.
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Marcelo Rebelo de Sousa, Fernando Alvim e Guta Moura Guedes são algumas das dez figuras públicas que personalizaram estantes Billy, da Ikea. Para celebrar os 30 anos deste artigo – tido como símbolo da democratização da cultura – a empresa sueca desafiou dez personalidades a decorar uma estante, imprimindo-lhe cunho pessoal. O resultado está à vista e à venda em miau.pt. As estantes personalizadas serão leiloadas até dia ao próximo dia 6. A base de licitação é de 39 euros e o valor reverte para instituições sociais bem conhecidas como Encontrar-se, Diferenças, Sol e Acreditar. E vai uma, e vai duas e vai três! Vendido!
Hoje Ana Paula Reis é a convidada do programa Salvador, na RTP1, às 21h15. Vale a pena conhecer esta mulher extraordinária! Aos 29 anos, Ana Paula Reis era uma jovem hospedeira de bordo com um futuro prometedor e energia inesgotável. Até que um dia, ao estender roupa, caiu de um oitavo andar. Ficou paraplégica. Esteve internada oito meses no Centro de Reabilitação do Alcoitão, em Cascais, mas rapidamente refez a vida. “Chorei, revoltei-me, fechei-me em concha por algum tempo até que percebi que a vida que tinha era a mesma de antigamente,” recorda. “E como não faz parte da minha personalidade ficar quieta, após o que chamo de período de luto, voltei a estar com os meus amigos e a arranjar nova ocupação: o voluntariado”.
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Quem nunca teve de acelerar o passo, ou mesmo correr, para apanhar o metro ou o autocarro? Pois agora, graças ao Remake-09 Cin, é que não vai mesmo querer perdê-los. A convite da Cin, alunos de design e arquitectura de Lisboa e do Porto deram cor à imaginação. O resultado é surpreendente e pode ver as suas criações aqui ou – quem sabe? – na próxima estação de metro ou paragem de autocarro. Pequenos gestos que mudam, realmente, o nosso dia-a-dia.
Ser jornalista tem este privilégio: ouvir as pessoas. Aqui e ali vou conhecendo seres humanos de excepção, aprendendo uma nova visão sobre algo, descobrindo uma diferente perspectiva. Aconteceu isso com Miguel Alves Martins, responsável pelo Instituto de Empreendedorismo Social (IES). O seu discurso é um artigo à espera de ser escrito.
Miguel é exigente sem ser ávido, ambicioso sem ser sôfrego. Vale a pena ler a entrevista que deu à GINGKO sobre o seu trabalho no IES, cuja principal missão é formar outros empreendedores sociais e ajudá-los a caminhar pelo próprio pé. “Detectamos modelos de negócio inovadores nesta área, fazemos mentoring e capacitação dos empreendedores”, explica ele na entrevista. Miguel toca no futuro: ensina outros a fazer. “É a única maneira de sermos multiplicadores das nossas causas. Temos de nos focar na missão e fazer os outros brilhar”.
Ana
Quem disse que já nada há para inventar? Em momentos de crise como o que estamos a viver só a imaginação é mais importante do que o conhecimento. A Wolkswagen, numa iniciativa inédita, criou o site The Fun Theory, que mostra de forma brilhante que algo tão simples como o humor é a melhor maneira de quebrar paradigmas e mudar comportamentos.
E cada um de nós pode – sim – usar a imaginação para tornar o mundo um lugar melhor para todos. E se pensa que não consegue ter boas ideias, pense de novo. Como afirmou John Steinbeck “as ideias são como os coelhos. Apanhamos um par, aprendemos a tratar delas e em breve temos uma dúzia”. Experimente!
Ana
Impossível resistir às campanhas da Abraço. “O que faz com os seus cabos?” é a mais recente e tem duplo significado. Ao mesmo tempo que visa a recolha de fundos para a construção da Casa Ser Criança na ilha da Madeira, centro de acolhimento e apoio a crianças filhas de pais portadores de Sida, reaproveita o cobre de cabos que temos em casa e não utilizamos. Fios de televisão, de som, de telefone… todos são bem-vindos! A Abraço está por um fio de tornar realidade a Casa Ser Criança e conta com a sua ajuda. De certeza que tem cabos inutilizados em casa (estima-se que os lares portugueses tenham, em média, 1 kg de cabos). Reúna-os e entregue-os na estação de CTT mais próxima, nas instalações da Abraço ou nos centros comerciais Dolce Vita. Contribua!
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