O blog é, por excelência, um local de troca de ideias e comentários. Aqui fica a opinião do leitor Hugo Ângelo Silva sobre mudanças de vida, mais ou menos radicais…
Sigo a vossa revista desde o seu início com a necessária atenção e muito me alegro da sua existência. No entanto, venho tecer uma crítica construtiva, não só à GINGKO, mas a todas as publicações do género, inclusive livros de auto desenvolvimento tão em voga.
Em secções como “Eu mudei” surgem sempre histórias de mudança de vida que me parecem louváveis, mas sempre demasiado radicais. Pessoas que de alguma forma abandonaram a 100% uma situação para passar a outra que lhes parece mais correcta e positiva na sua perspectiva de vida menos “money oriented” e mais “personal discovery oriented”. Parece-me louvável e motivador esta coragem e esta mudança radical de atitude, mas terão de ser SEMPRE assim? Não será este movimento uma fuga? ler mais »
Para já não desvendamos o segredo, mas é com muito prazer que apresentamos a burra Gingko! Recolhida pela associação Burricadas, em Mafra, a Gingko, tal como muitos outros burros, chegou ao abrigo da associação subnutrida e debilitada. A GINGKO apadrinhou-a e acompanhará de perto a recuperação desta linda burra. Em breve contaremos a história desta linda burra.
Na próxima edição da GINGKO, a sair no dia 18 de Setembro, descubra a associação Burricadas e participe no desafio que lhe iremos lançar!
Não? Ou sim, mas tem vergonha de o admitir? Então fique descansado: é um gesto natural que ajuda o ambiente. Assim evita uma descarga do autoclismo, o que significa até menos 12 de litros de água. E não há problema em fazê-lo na banheira: cerca de 95% do xixi é água e os restantes 5% substâncias como sal e ureia. Depois, a água corrente do banho lava tudo! Xixi no Banho é um projecto brasileiro da SOS Mata Atlântica, associação que defende essa pérola da natureza do Brasil. Veja o vídeo e… faça xixi no banho!
Estamos já em plena produção da próxima edição da GINGKO, que sai no dia 18 de Setembro. Há pouco, a olhar para o alinhamento dos temas, das reportagens e das histórias, percebi que será mais uma edição recheada de optimismo. Sei que, para muito boa gente, isto é uma provocação. Neste país desbotado, atraído cada vez mais poderosamente rumo à mais funda depressão nacional, fazer sair uma revista mensal que não fale de desgraças pode parecer um desaforo.
O pessimismo cresce na escuridão dos espíritos. Como um tumor. Ao princípio alimenta-se de pequenas desgraças, de dificuldades menores; depois cresce, prospera no caos e aumenta mais, alimenta-se da inverdade, do derrotismo, do terror, até se transformar finalmente num monstro pavoroso.
Há décadas que pesquisadores e ambientalistas alertavam para que o planeta sentiria no futuro o impacto do descuido do homem com o ambiente. Na passagem do milénio os avisos já não eram necessários – as catástrofes causadas pelo aquecimento global tornaram-se realidades presentes em todos os continentes. Os desafios passaram a ser dois: adaptar-se à iminência de novos e mais dramáticos desastres naturais, e buscar soluções para amenizar as consequências do fenómeno.
Em que planeta vivemos? Se for no planeta Al Gore, estamos em apuros. A primeira coisa que precisamos de aprender é como conviver com a fúria da natureza ferida. Segundo um levantamento da Organização das Nações Unidas, em 2005 ocorreram 360 desastres naturais, dos quais 259 directamente relacionados com o aquecimento global. O aumento foi de 20% em relação ao ano anterior. No início do século XIX, referem alguns historiadores, num ano dificilmente acontecia mais de meia dúzia de eventos de grandes dimensões.
Segundo Al Gore, a única coisa que ainda nos falta para entrar em acção é vontade política. No entanto, como ele mesmo faz questão de lembrar num artigo escrito para a revista norte-americana Vanity Fair, “nas democracias a vontade política é um recurso renovável”.
Porque também acreditamos na força da vontade individual o grupo GINGKO co-organiza, em conjunto com a Câmara Municipal de Cascais e o Grupo GCI, o segundo Green Festival em Portugal, evento de referência na área da Sustentabilidade, que se realizará em Cascais, de 18 a 25 de Setembro, e onde são esperados mais de 20 mil visitantes.
Há projectos apaixonantes. A actriz Maria João Luís, conhecida das telenovelas da TVI, levantou o sonho de criar um projecto próprio, no teatro, fora de Lisboa – e sem o aconchego dos dinheiros públicos. Foi assim que nasceu o Teatro da Terra, que Maria João fundou com o marido em Ponte de Sor e de que falou apaixonadamente numa entrevista à GINGKO. Ora leia…
Para levantar este projecto, foi de armas e bagagens com o marido e os três filhos para Ponte de Sor e conta com o trabalho desmesurado de uma pequena equipa e com muita, muita paixão e carolice. A companhia ainda gatinha e já exibe um portfolio de projectos que emociona. Não perca, por exemplo, as Leituras Encenadas com Copo de Vinho Tinto. A próxima leitura encenada será de contos de José Luís Peixoto, compilados no livro “Cal”. Será em Outubro de 2009, no Castelo de Alter do Chão, data ainda a definir. Leitura e interpretação: Maria João Luís, Gonçalo Amorim e Carla Galvão. Com Copo de Vinho Tinto, claro.
Conheci Ani Chöying Drolma no passado dia 19 de Junho, em Lisboa. Monja nepalesa, é uma voz vibrante no mundo, não só porque canta divinamente – dando concertos nos cinco continentes – mas sobretudo porque se insurge contra as violações dos direitos humanos, em especial das mulheres.
Em criança Ani foi maltratada pelo pai, alvo de violência gratuita. Desde cedo apercebeu-se do papel das mulheres na sociedade nepalesa: maltratadas pelos pais na infância, eram depois violentadas pelos maridos na fase adulta. Para fugir a esse triste destino, Ani entrou num mosteiro e tornou-se monja budista. Foi este o início de um percurso singular, dedicado a ajudar os outros. ler mais »
Entrevistei a fadista Carminho para a edição impressa da GINGKO, que já está nas bancas. Fiquei realmente impressionada! Como escrevi no editorial da revista, ela é um torrão com coração de ouro. Aos 22 anos, concluído o curso de marketing, Carminho iniciou uma volta ao mundo, de mochila às costas, percorrendo 19 países da Ásia, Oceânia e América do Sul. Partiu como quem carrega nos ombros o peso do mundo inteiro, de todas as incertezas, e regressou com uma ideia firme: avançaria, finalmente, para uma carreira profissional na área da música, ideia que lhe acariciava a mente há algum tempo. Nessa volta ao mundo de 11 meses Carminho dedicou-se a projectos humanitários e conta à GINGKO, na primeira pessoa, essa experiência única. Regressou com a alma fadista a rebentar pelas costuras e editou o seu primeiro disco, “Fado”, que é um sucesso da crítica e do público. Falar com ela é perceber que amar significa mais do que gostar muito. Não estamos a falar de afeição aprimorada. O amor é um sentimento profundo de vínculo. Grandes ideias podem vir de qualquer lugar, mas a maioria delas surge no limite. Nos lugares activos e incansáveis. Nos lugares que não entendem a frase demolidora :“Isso é impossível”. Sem se importar que poderia ser difícil, Carminho aterrou em Portugal e conseguiu. Acreditem, esta história é simplesmente maravilhosa… Comprem a revista e não deixem de ler!
Vivemos naquilo a que os especialistas chamam de “economia da etenção”. Há milhares de canais de televisão, milhares de filmes, estações de rádio, jornais e revistas. Milhões de websites. Biliões de ligações telefónicas, fax, e-mails. E, no meio de tudo isto, lançamentos de novos produtos, serviços aprimorados e anúncios a lutar por serem ouvidos. Informação a mais!
É neste cenário que a GINGKO se lançou para venda exclusivamente em banca e é neste cenário que temos de sobreviver. Todos os dias enfrentamos os profetas da desgraça a dizer que será difícil lá chegar. O nosso optimismo sofre pressão por todos os lados. Dos derrotistas, dos cautelosos, dos acomodados, da brigada do “nunca-estivemos-tão-mal”, da tripulação “o-barco-vai-virar”.
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