Category Felicidade

Caderno à portuguesa 0

No fim-de-semana vi uma reportagem sobre as Papelarias Emílio Braga e fiquei feliz. É reconfortante saber que o trabalho minucioso, efectuado ao longo dos anos por mãos sábias e conhecedoras, continua a ser efectuado e, felizmente, é reconhecido. Os cadernos ainda hoje são produzidos segundo um processo antigo, chamado “encadernação à galocha”, introduzido em 1918 por Emílio Braga. Hoje o negócio está nas mãos dos seus descendentes e foi com agrado que soube que não têm mãos a medir para as encomendas (muito do material produzido é exportado). Com cadernos tão bonitos, e portugueses, qual o motivo do fascínio pelos afamados livros de capa preta Moleskine? Valorizamos, quase sempre, aquilo que não é nosso, quando temos bens tão raros e prenhes de história.

Teresa

Escrever e reescrever 0

Numa redacção, tudo acontece muito rápido. É tentar, falhar, aprender, tentar de novo, refazer, retocar o retoque, vencer, tentar novamente. Todos os meses. Ocorreu-me escrever isto na semana em que saiu mais uma edição da GINGKO e olho com prazer para o resultado final.

O processo por vezes é duro, mas vale a pena. Vários artigos são reescritos várias vezes, as vezes que forem precisas. Quando lemos aquilo que escrevemos e reconhecemos as imperfeições das primeiras tentativas, palavras ou parágrafos têm de ser eliminados, ideias que julgamos concluídas gritam por uma reformulação ou mais um desenvolvimento… ler mais »

Desafio diário 0

Missão para hoje, 5 de Agosto: não dizer uma única mentira. Diariamente o projecto Carpe Diem Daily lança um desafio que o ajudará a conhecer-se melhor e ao mundo que o rodeia, ao mesmo tempo que desperta a criatividade e a memória. As missões vêm de todo o mundo, incluindo da fantástica The School of Life, em Londres. Participe!

Quero ser como o meu cão 0

Posso sair de casa apenas por dois minutos, mas ele recebe-me com uma alegria enorme. Acordo a meio da noite e ele fica feliz por me ver. Passeio-o centenas de vezes pelos mesmos locais, mas ele explora-os como se os visse primeira vez. É um pateta feliz sem receio de o mostrar. Sempre. Abana a cauda, dá pulos e lambidelas, puxa a trela para ir mais além. E é assim que também eu quero viver.

A propósito, a frase que hoje será repetida até à exaustão, mas que teimamos em não praticar: “Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer”, António Feio.

Teresa

Feitios: férias vs trabalho 0

É quando o número de elevadores em funcionamento no prédio da redacção é reduzido que me apercebo de que é Verão e meio país está de férias. E eu não. Então, regozijo-me! Gosto de trabalhar em Julho e Agosto quando a cidade acalma, as pessoas já não se atropelam e o burburinho dos carros é menor. Feitios. Gosto de trabalhar quando os outros estão estendidos ao sol ou a contemplar a natureza. E depois, quando a maior parte regressa, parto de férias.

Teresa

Fruta no escritório 1

Vi a carrinha estacionada em frente à redacção e fiquei curiosa – “Simple Fruit. Fruta fresca todos os dias no seu escritório”. Depois, ‘googlei’. Trata-se de uma empresa portuguesa com um objectivo bem definido: levar fruta fresca aos escritórios, fomentando a qualidade de vida e a saúde dos colaboradores. O conceito não é novo. Aliás, a Simple Fruit adaptou para Portugal a experiência Fruitful Office, da sua parceira que actua em Londres. E em terras de Sua Majestade, em apenas dois anos, 280 empresas aderiram a este serviço, o que significa que cerca de 15 mil colaboradores têm fruta fresca à disposição todos os dias enquanto trabalham.
A Simple Fruit aposta na fruta nacional, reduzindo a pegada ambiental, que distribui porta-a-porta entre as 7:00 e as 13:00. O custo não é avultado: um euro por semana por colaborador. Serviço disponível na Grande Lisboa que, esperemos, vingue e se alargue a outros pontos do país.

Teklas de amor 0

Apanharam o comboio na estação do Oriente, em Lisboa. Sentaram-se frente a frente, de telemóvel em riste. E começou aquilo que percebi ser, minutos depois, um namoro via SMS. Ora tocava o telemóvel dela, ora tocava o telemóvel dele. Mais tarde, com o entra e sai de passageiros, este jovem casal conseguiu dois lugares lado a lado. Mas nada substituiu o namoro em caracteres de telemóvel. Meia-hora depois puseram os telemóveis de lado, deram a mão e adormeceram. Onde fica a sedução da palavra dita, o olhar enternecido perante o outro, o sorriso cúmplice, o mimo? Não sei. Acho que preferem teklar.

Teresa

Mas, afinal, o que é o civismo? 0

Quando decidimos trazer o tema do civismo para a capa da GINGKO pareceu prosaico demais. Um lugar-comum. Mas de vez em quando é preciso relembrar os lugares-comuns. O civismo parece algo descartável, quase fora de moda. Pelo que a pergunta é inevitável: por que é que algo tão essencial se tornou supérfluo? Talvez porque o civismo não se consome. Não tem valor monetário. Nada se ganha de material com ele. Também nada custa. É exactamente este resgate da gratuitidade, de algo que é dado sem esperar nada em troca, que queremos sublinhar com esta reportagem.

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Os livros que amamos 0

O www.librarything.com é uma comunidade virtual com 1 milhão de amantes de livros. Um site onde colocamos os livros que lemos, que amámos e que gostaríamos de partilhar. Nesta página os leitores indicam o nome dos livros que adoraram e, desta forma, podemos ver quem mais leu um livro e de que livros gostou. Assim se vão descobrindo leituras e pessoas… Vale mesmo a pena espreitar!

Não sei o que fazer: jantar fora ou pagar a educação de uma criança? 0

É isso, custa pouco mais do que 20€ por mês pagar a educação de uma criança no mundo.

No site da HELPO lê-se: “Com o apadrinhamento você pode mudar duas vidas: a da criança e a sua”. Como?

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