A Associação Um Pequeno Gesto uma Grande Ajuda lança um repto aos portugueses: tornem-se padrinhos ou madrinhas de uma das crianças desfavorecidas que frequentam a escola ou vivem no orfanato e berçário que apoiam, na província de Gaza, em Moçambique. ler mais »
A filosofia pode ser uma surpreendente mais-valia para os adultos do futuro criarem um mundo mais justo e verdadeiro.
“Antes eu pensava que todas as perguntas tinham resposta!”, conclui um aluno, numa sessão de Filosofia para Crianças, não em tom de decepção, mas com o espanto de uma nova descoberta. Filosofia para Crianças. Não é um lapso. Leu bem. Em mais de uma centena de escolas do país a Filosofia é já uma disciplina leccionada a crianças a partir da idade pré-escolar. Os benefícios em termos de desenvolvimento intelectual, pessoal e social podem ser de tal forma significativos que este programa tem ganho um número crescente de adeptos em mais de 60 países. Entidades de referência como a UNESCO e a UNICEF reconhecem as suas vantagens e recomendam-no para adopção nas escolas o mais cedo possível, a bem de cidadãos mais interventivos, e exigentes, que interpelem o mundo empenhados no sentido de o reinventar.
Todos os sábados a pequenada é convidada a participar no programa Sábados Selvagens no Jardim Zoológico de Lisboa. Até Novembro a instituição prepara percursos temáticos que convidam as crianças a conhecer de perto a vida dos animais na instituição através de conversas com os tratadores e actividades divertidas como peddy-paper, leitura de histórias e visita aos bastidores da Baía dos Golfinhos. Tardes animadas passadas em família, que sensibilizam os mais novos para a importância da vida selvagem e da preservação do ambiente.
Com o dia do pai à porta surge a avalanche de solicitações publicitárias para comprarmos as prendas para eles. A GINGKO sugere: ajude os seus filhos a fazer os presentes com as próprias mãos. Além de ser um momento divertido, mostra que houve dedicação especial. Espreite o site www.instructables.com. Há incontáveis ideias e todas as instruções passo-a-passo.
Escrevo-lhe por causa do editorial deste nº19 Fev/Março 2010 em que aborda a questão do papel do pai e o seu tratamento pela lei de família. A legislação de família em Portugal, desde a revisão do Código Civil de 1976, trata ambos os progenitores de igual forma, atribuindo deveres e direitos parentais de acordo com o que é melhor para os menores (o chamado «superior interesse do menor»), sem qualquer referência ao sexo do progenitor. Como essa lei tem sido aplicada nos tribunais é outra conversa, mas que deriva essencialmente da forma como homens e mulheres têm acatado ao longo de muitos anos, séculos até, as suas responsabilidades parentais – e magistrados/as são apenas pessoas. ler mais »
Antigamente o papel dos pais era muito ingrato. Começava na gravidez. Expulso da sala de parto, exilado para corredores longínquos dos hospitais, o pai tentava em vão disfarçar a impaciência fumando cigarro atrás de cigarro. O remorso invadia-o. Apurava o ouvido de cada vez que a “balada dos condenados” o fazia aproximar-se da porta, “atrás da qual se passa qualquer coisa”. Hoje o homem participa no nascimento dos seus filhos. Ouve da mesma maneira o primeiro grito do recém-nascido. O nascimento, aos seus olhos, deixa de ser um acto animal para ser o que na realidade é: um acto sublime. Tal como sublimes são os actos seguintes, a educação do quotidiano, os bons e os maus momentos.
Os automóveis apitam, congestionados, sôfregos pelo regresso a casa. As crianças voltaram à escola, sinal de que o novo ano começou. Estamos na altura de todos os reinícios. É realmente em Setembro, depois das férias, que prometemos resolver o que está “pendurado” nas nossas vidas. Porém, uns dias depois de regressarmos ao trabalho voltamos a pendurar a vida num cabide e seguimos o mesmo caminho habitual. Setembro é sempre a nova esperança de mudar aquilo que prometemos em Janeiro, mas não mudámos: cumprir aquela dieta que nem chegámos a começar, dar finalmente uso à inscrição no ginásio, arranjar mais tempo para os filhos – leia, a propósito o nosso dossier sobre o regresso às aulas, na próxima edição da GINGKO que na próxima segunda-feira estará nas bancas–, ou, simplesmente, ficar deitado na relva do jardim a assistir ao céu. Pensamos nisso um milhão de vezes no nosso teatro mental.
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